quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Meu querido e inesquecível amor

Escrevo-te  porque me sinto sozinha e porque me pertuba ter um diálogo contigo na minha cabeça, sem que tu possas saber de nada, ou ouvir, ou responder...
A ausência temporária faz bem, porque a presença constante torna as coisas demasiada parecidas  para que possam ser distinguidas . A proximidade diminui até as  torres, enquanto as ninharias e os lugares comuns, ao perto, se tornam grandes. Os pequenos hábitos, que podem irritar fisicamente e assumir uma forma emocional, desaparecem quando o objetivo imediato é removido do campo de visão. As grandes paixões, que pela proximidade assumem a forma da rotina mesquinha, voltam à sua natural dimensão através da magia distância. É assim com o meu amor. Basta que te roubem de mim num mero sonho pra que eu saiba imediatamente que o tempo apenas serviu, como o sol e a chuva servem para as plantas, para crescer.
No momento em que tu desapareces, o meu amor mostra-se como aquilo que na verdade é: um gigante onde se concentra toda a energia do meu espírito e o caráter do meu coração. Faz-me sentir de nova uma nova mulher, porque sinto um grande amor ..., não o amor de uma mulher  como a arquiduquesa Dona Leopoldina, não o amor do metabolismo, não o amor do proletariado , mas, o amor pelos que não são queridos e especialmente por ti, faz de mim uma mulher que sente ser uma nova mulher.
Há muitos homens  na vida e alguns  são extremamente belos, mas onde é que eu podia encontrar um rosto em cada traço, mesmo que cada ruga, é uma lembrança das melhores e mais doces memórias da minha vida? Até as dores finitas, as perdas irreparáveis, as lágrimas caídas, e o coração dilacerado... eu simplesmente leio-as em tua doce fisionomia e a dor desaparece num beijo quando beijo seus doces lábios.
Adeus meu querido, beijo – te mil vezes da cabeça aos pés 

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